quinta-feira, 1 de maio de 2008

Animais geneticamente modificados

Foi só uma estranha sensação sobre a mudança, além de teorias da conspiração com essas modificações. Modificações genéticas com animais não é novidade, mas lendo esse artigo pensei no seguinte:
Para combater os mosquitos da dengue, a Malásia produz mosquitos geneticamente modificados, que ao gerarem ovos, suas larvas morrerão antes de virarem mais mosquitos.
Ler matéria

Perfeito. Mas fico pensando que, se nós conseguimos ver em nós humanos, modificações físicas e outras anomalias genéticas, e tudo isso pela simples probabilidade. (ou lei de murphy)

Se, sem intervenção científicas, ocorrem anomalias genéticas nos seres vivos, será que esses mosquitos ou outros animais (de difícil controle populacional) como este, não poderiam facilitar para variações cada vez maiores e inesperadas ?

Eu sei que é uma teoria catastrófica, mas existe uma probabilidade das variações genéticas saírem do controle humano, e "avaçarem" em evolução muito a frente do que avançamos em controle desses seres ou os vírus que eles carreguem.

E você, o que acha disso?

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Minhas impressões sobre o livro “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Balfour Stevenson

“Só uma consciência culpada pode ser tão inimiga do descanso”

Poole, O Mordomo

Essa foi, para mim, a frase mais impressionante do livro. Robert Louis Balfour Stevenson foi um cidadão Escocês, que viveu toda vida com uma tuberculose crônica. Como tinha dificuldade de praticar muitas atividades físicas, devido às crises, era acalentado pela babá com várias fábulas pitorescas de aventuras mil. “A Ilha do Tesouro” é de autoria dele.

Primeiro, o protagonista da aventura não é o Dr. Henry Jekyll, como pensei, mas seu amigo de infância Utterson. E o livro não condiz com o senso comum que o Mr. Hyde, versão antagônica seria em tamanho um gorila, percebi que essa modificação foi feita só pra “vender” o filme, mais um sentido do post das mentiras nos filmes. Na verdade, o Mr. Hyde no começo era bem mais baixo e mais franzino que o Dr. Jekyll.

Bem, o livro conta a história do Dr. Jekyll, uma pessoa de moral muito respeitada na Londres, num cenário industrial, com aumento absurdo da população urbana, assim uma diminuição da individualização. Como qualquer pessoa, Jekyll apesar de bom, tinha seus defeitos. Dentre eles estava uma inquietude de cobrança pessoal, por melhora de seus atos. O doutor gostaria de agir de outra forma em relação ao mundo, ser mais severo ele conta, mas não podia por causa de algumas regras sociais.

Assim sendo, ele estudou uma maneira de limpar o seu “eu” nocivo, ou id para nós, e se tornar uma pessoa mais perfeita. Ele então, a partir de experiências de sais conseguiu criar um elixir que iria dissociar o bom do mal. Mas o efeito foi a libertação do mal.

Como ele sempre foi uma pessoa boa, o mal era um ser menor, mais primitivo, franzino, como que mal alimentado. Isso me lembra aquela história do pajé que conta que o entre o cão bom e o cão mal dentro dele, só sobreviverá aquele que ele alimentar. Então, como Jekyll tinha sido bom a vida toda, o Mr. Hyde era um pobre coitado a ser desabado com um tapa só. No entanto, Hyde era livre de todas as presilhas sociais, tinha prazer em causar o sofrimento, em ser egoísta, pelo perigo, pelo mal em si. Daí, nas idas e vindas, o Dr. Jekyll, foi se drogando com o prazer de ter seus mais grotescos desejos saciados pelo Mr. Hyde, pois a consciência, apesar de ser alterada, a memória era única e corrente.

Mr. Hyde cooperava em certos atos para não ter sua morte certa, por isso, ele nascia, fazia as maldades, saciava os desejos de Jekyll e então, refugiava-se no mesmo para não ser encontrado. Mas as maldades foram crescendo e fortalecendo de maneira que Jekyll começou a enojar sua segunda forma por seus atos, pois Mr. Hyde exalava maldade, em seu andar, seu olhar, em sua face e tudo o que fazia.

Mas, as atuações do lado mal permitiram que este ganha-se força, vitalidade, tanto que este mudou de tamanho e força, chegando a tomar forma mesmo quando não se tinha tomado o elixir. Já para voltar a ser Dr. Jekyll, precisava tomar o elixir. Daí Jekyll percebeu que Hyde estava vencendo a briga da existência, e que sua fúria se enaltecia cada vez mais que lhe era combatido e trancafiado, ao ponto de se originar a qualquer sono, cochilo ou descanso do doutor. De forma bastante realista o elixir ia acabando e o doutor percebeu através de novos testes que o sucesso do elixir se devia a uma impureza do sal que lhe foi passado, portanto não conseguiu mais fabricar o elixir. Daí, culminou em um suicídio do Dr. Jekyll, frente aos danos que o Mr. Hyde iria causar.

Enfim, o livro trata de forma bem simples, como um ser humano, querendo se ver livre de seu lado negativo termina o atiçando, mas encontra nele uma fuga para saciar seus desejos malditos de maneira impune. Dessa maneira, o lado mal se fortalece e começa a brigar pelo comando das atitudes, nesse momento o lado normal, se vê desesperado por ter libertado a fera interior e não encontra solução alguma. Vejo que Stevenson fala da briga entre a mente e o desejo, o bem e o mal internos, a luta entre o que aprendemos que é certo e o que queremos fazer. No livro, ele não me apresenta nenhuma solução, apenas o fato de que se tentarmos nos livrar de nosso mal, terminamos a acordá-lo, e se dermos alimento à esse lado, ele ganha força e passa a influenciar em nossos atos. Sócrates diria que o ato de alimentar seria o pecado? Pois se você tem consciência de seu mal e o alimenta, você tem responsabilidade sobre ele.

Pode-se ainda vislumbrar uma visão de Stevenson sobre as drogas, pois permitem o prazer e a liberação de suas vontades enterradas para depois voltar à sobriedade e pensar “hora, eu estava fora de mim, então não tenho de ficar me sentindo culpado”. Pois se não tenho a chama da vela para iluminar meu caminho, tudo o que eu fizer não serei responsável, pois não vejo. Depois as drogas passam a controlar o controlador, tomando-o pelas rédeas a ponto que o original se vê num problema sem solução pois o passado não se reescreve e o fim de seu lado mal, significa o fim de si mesmo. Gostei do livro!

segunda-feira, 24 de março de 2008

O que diria Sócrates?

Após algum tempo sem postar, apresento-me novamente neste recinto a fim de expressar algumas idéias que me ocorrem.
Alguns(poucos...) devem ter percebido uma leve mudança no blog. Resolvemos fortalecer o blog, e para isso estamos a reformular algumas coisas. Talvez isso nos faça dar melhor importância a este espaço, algo que não aconteceu nos últimos tempos.
Dessa forma, vou deixar um pequeno post sobre "casos para o júri".

Essa idéia me veio à mente após ler um conto de Arthur C. Clake, "Alimento dos deuses".
Esse conto me fez lembrar da "Apologia de Sócrates", de Platão. Este último eu não tenho muito o que dizer, já que o li apenas uma vez e não tenho capacidade intelectual de discursar plenamente sobre esse assunto. Apenas o citei pois identifiquei uma relação entre as duas obras, já que ambas se tratam praticamente de um monólogo. Porém os assuntos principais dos textos não possuem uma relação direta entre si.

Assim sendo apresento uma pequena introdução sobre a "Apologia de Sócrates".
"De acordo com Diógenes Laércio, a acusação apresentada contra Sócrates, em janeiro de 399 a.C., foi a que segue: 'A seguinte acusação escreve e jura Meleto, filho de Meleto, do povoado de Piteo, contra Sócrates, filho de Sofronisco, do povoado de Alópece. Sócrates é culpado de não aceitar os deuses que são reconhecidos pelo Estado, de introduzir novos cultos, e, também, é culpado de corromper a juventude. Pena: a morte'". Mundo dos filósofos.

Sobre o conto de Sir Arthur, é outro caso de um homem perante um "tribunal". Este homem, ao contrário de Sócrates, não está defendendo-se, e sim propondo uma acusação contra uma empresa.

"Devo previni-lo, senhor presidente, de que uma boa parte de meus argumentos serão nauseantes ao extremo. Eles envolvem aspectos da natureza humana que muito raramente são discutidos em público, muito menos perante uma comissão do Congresso. Mas receio que sejamos obrigados a enfrentá-los; há ocasiões em que se deve arrancar o véu da hipocrisia, e esta é uma delas."

SPOILER
(para ler o livro, via streaming, em português, clique aqui)("O Alimento dos deuses" é o primeiro conto.)

No futuro os homens não se alimentam mais de carne nem vegetais propriamente ditos; eles sintetizam seus alimentos a partir de carbono, oxigênio, e outros elementos. E o sabor dos alimentos é desta maneira também adicionado; a pesquisa por esses sabores ainda está em andamento.
A disputa pelo "mercado de sabores" é acirrada. O acusador é dono (ou representante) de uma indústria que pesquisa sabores(lula frita, gafanhotos no mel são alguns dos sabores citados hehehe). Ele discorre sobre o histórico carnívoro dos homens(boas risadas nessa parte) e por fim diz que a empresa "Triplanetary Food Corp.", detentora dos direitos sobre os sabores preferidos do momento, o pacote "Ambrosia Plus", está ferindo a humanidade.

Aqui jaz o final do conto: == O FINAL(se ainda quiser ler o conto todo, não leia!) == O homem acusa a empresa de incitar o canibalismo. "Sim, os químicos da Triplanetary realizaram um magnífico trabalho técnico. Agora compete aos senhores julgar das implicações morais e filosóficas. Ao iniciar esta exposição de fatos, empreguei o termo arcaico "carnívoro". Agora devo apresentar-lhes um outro. Vou soletrá-lo, letra por letra: a-n-t-r-o-p-ó-f-a-g-o...

FIM DO SPOILER



Como podem ver, o conto deixa uma pergunta solta, esperando por um resposta definitiva para o comportamento do homem animal.
O que será que Sócrates teria dito à respeito?

"Algum de vós, aqui, poderia talvez se opor a mim: - Mas Sócrates, que é que fazes? De onde nasceram tais calúnias? Se não tivesses te ocupado em coisa alguma diversa das coisas que fazem os outros, na verdade não terias ganho tal fama e não teriam nascido acusações.
Dizes, pois, o que é isso, a fim de que não julguem a esmo."

E aí, alguém vai comentar?
Essa eu quero ver... Difícil hein? Eu deixarei para opinar nos comentários...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

As Mentiras que os Filmes Contam

Após quase 2 meses de silêncio, o blog volta à ativa. Primeiro Post de 2008. Tá certo, não tem muitas desculpas, mas sabe como é, a recessão da economia na virada do ano segura a produção da indústria que não tem nem o que retirar do povo que já gastou o que não tinha na festa de Ano-Novo, Natal, presente pra sogra, pro conjugue, pros filhos, pros tios, pro cachorro, pra cachorra da prima, pro cunhado, além do IPVA, IPTU, dívidas atrasadas, os gastos voluntários e principalmente os involuntários advindos do carnaval e sobrevivência de sua ressaca física e moral, não esquecendo de se atualizar com a previsão do aumento do salário mínimo que vem agora em março e isso nos leva a preocupação com o aumento dos preços do pó de café, da manteiga, do pãozinho francês da padaria do Simpático, com a cerveja do fim de semana, ou o vinho quem sabe, e é claro o milho de pipoca e guaraná (ração básica para sobrevivência nos fins de semana chuvosos), além das promover logo o cumprimento das promessas de fim de ano e ... bem, vocês entenderam né? Uma coisa leva a outra e por aí vai.

Mas, vamos chegar ao sentido do post, explicando quase que unicamente para nossa sempre presente visitante, mais presente que até mesmo alguns membros do blog. Alice, não sei se ainda tens o véu cor-de-rosa sobre os filmes, mas aqui estamos ( pelo menos eu, o Koala e o Marc) para afirmar de pé junto e com a câmera na mão a seguinte verdade:

O sentido do filme vem por último

Calma, contenham as lágrimas caros leitores, se é que posso colocar isso no plural ...

O que tenho a contar é o seguinte. Estava eu, em mais um dos meus momentos criativos sem o uso de drogas, a visão tenebrosa do ócio me assombrava, então fiz o que sempre faço. Arranjo um problema, se não encontrar um bom, eu crio. Assim criei, com a desculpa de fazer alguma coisa, reunir os amigos em torno de um objetivo, ter algo legal pra lembrar deste ano e ainda fazer algum exercício, a idéia de fazermos um filme.

Inicialmente queria fazer um filme básico pra garotos. Perseguição sufocante usando movimentos de Le Parkour, depois um encontro de dois lutadores, umas frases feitas estilo faroeste, uma briga estilo anime japonês e uma morte trágica e só. Não precisava de muito motivo da briga, poderia ser um roubo qualquer ou os dois se olharem e se estranharem, daí simplesmente querer matar um ao outro. O importante era a perseguição e a luta. Depois de conversar com os integrantes do filme, tudo mudou, o filme ganhou cérebro, percepção, noção de motivos, os personagens ficaram mais densos. Ganharam até nome :O !!!!

À medida que queríamos colocar uma coisa ou outra, percebíamos as falhas de roteiro, mas não podíamos mais retirar algumas cenas e passamos a criar motivos que davam suporte a tudo isso. E o mais incrível, esse suporte funcionou, ficou lógico. Dava impressão que a história tinha sido criada para propagar uma liturgia religiosa e um ensinar as pessoas a serem boas e quererem o bem de todos. Ficou bonito no final, bonito mesmo. Não produzimos ainda, mas vamos!

Foi então que percebi, todos esses filmes são uma mentira do caramba. Oras, se eu e um grupo de amigos, nos desvirtuamos do sentido real do filme, com um ou mais papos e querendo expor nossas vontades, o que poderemos supor de produções em que ser receber um cachê bem gordo para fazer um filme. Imaginem a conversa: "Um pouquinho para projetar este astro, outro pouquinho para colocar a música desse cara que está pagando bem, e não esquecer de dar um papel pro sobrinho do ator tal que disse que só grava se o sobrinho dele aparecer. Além de precisarmos falar mal daquele grupo, pois isso tá dando dinheiro, então retira os terroristas e coloca os albinos, eles têm um candidato à presidência e ligar a imagem deles a algo negativo."

Eu acredito que seja assim. Mas mesmo sendo assim, as grandes produções dão voz a muita coisa que queríamos ver. Se nós, um grupo de garotos, conseguimos colocar algo de bom, porque eles não? Mais uma coisa, espero que dessa vez o blog volte a posta regularmente, coopera aí gente !

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Ano Velho - Ano Novo

É. Mais um Ano chega. Mais dias intermináveis a existir, que terão de ser engolidos com ou sem álcool, cigarro ou outras drogas. Lembro-me de ter lido uma crônica que falava sobre a incrível mente que determinou os 365 dias como um ano. Claro que ele estava preocupado com o controle do giro da Terra em torno do Sol, mas putz ! Nós precisamos dessa noção de tempo, de descanso, de renovação, de reformulação, de banho quente e bom sono. Na realidade é só mais um dia, só que nós humanos precisamos criar regras para nos forçarmos às mudanças.

Um tempo de, ... Faxina, em nós e no nosso pequeno universo.
É um momento ótimo para retomada de antigos projetos, amores, vontades, desejos; um momento, excluído do tempo para uma limpeza pessoal, decisões e retomada de valores.

hehehe Promessas também, nota metal: Observem as pessoas mais nervosas ou chorosas e ouçam como elas fazem uma prece prometendo Deus e o Mundo.

Apesar de não ser uma pessoa muito clima de Natal e fim de Ano, aconselho a repensarmos nós mesmos, nossas atitudes e nosso mundo.

Então que venha o Ano-Novo! Eu não estou pronto e tenho certeza de que nunca estarei, mas e daí? Vamos aproveitar os sabores e dissabores dessa mais nova aventura.

Essa mentira bem contada de Ano-Novo, foi uma das melhores que já inventaram.


Outra coisa, umas incríveis simpatias para um 2008 maravilhoso !!!

Uma que eu adoro é começar 2007 sem nenhuma conta pra pagar, é incrível como isso facilita sua vida, só que é meio difícil de fazer. Hum vejamos, eu também adoro outra que é o seguinte no ano seguinte, escolha um dia para ser uma pessoa de bem com a vida. Se você for religioso, pense em por que Deus está te fazendo viver aquele momento. Obs.: Essa simpatia permite seu ano ter uma grande probabilidade de ser maravilhoso, se você fizer 365 vezes seguidas, parece aquela de pular sete ondinhas seguidas né?

Ah, eu também gosto da seguinte simpatia: Escrevo numa folha de papel todas as minhas reais vontades na vida, se não souber o que quero escrevo “ter alguma meta na vida”. Daí colo na parede do meu quarto isso, ou algo que me relembre isso e tento manter esse pensamento fluindo na minha mente durante o resto do dia. No dia seguinte, cumpro a simpatia. Se dá certo? Vou ver no final do ano. Encontro vocês lá, ou não.


domingo, 9 de dezembro de 2007

Escrever coisas inúteis nem sempre é inútil

Só quero levantar uns raciocínios simples que tive, ou li em algum lugar, mas se li não me lembro.

Conversando com meu amigo Koala hoje, falei sobre o fato da lei da gravidade. O cara chega e escreve uma “lei” sobre as coisas que caem da altura em que estiverem para atingirem o solo. Falando dessa maneira, parece ser bem lógica, e para nós é tão normal que chega a ser sem-noção comentar isso.

Mas aí é que está. Primeiro de tudo a lei não era só isso, e o mais importante, se ela não tivesse sido “escrita” não teria sido estudada.

Percebam só, toda tese para que seja forte e consiga ser disseminada no mundo, precisa ser criada (lógico), mas precisa de uma antítese que a teste. Como uma chance de que ela esteja errada, uma dificuldade a ser vencida, uma questão mais difícil de explicar para assim, e somente assim, termos a síntese que é validada.

Esse é o processo de crescimento de conhecimento. Todo conhecimento para ser respeitado tem de ser contestado. Isso me remete ao texto anterior, sobre a função evolutiva dos do - contra .

Mas, se Issac Newton não tivesse se dado ao trabalho de criar um estudo sobre uma coisa simples, que é uma maçã cair do galho de macieira e chegar até o chão, não se teria chego à conclusão da sua lei da gravidade. Ou seja, às vezes precisamos de uma gama de informações simples que nos permitem ordenar o pensamento até compreender outras complexidades.

Porque quando ele chegou e falou dessa lei, certamente alguém veio e disse que ele era um burro e veio na brincadeira de jogar uma folha de papel ou outro material. Daí, Newton rebateu com a explicação do ar e a área da folha de papel, e todo mundo foi assistindo a discussão e tendo as suas próprias idéias. Esse é o ponto chave. Esse discutir de idéias foi responsável pela lapidação do conhecimento acerca de algo bastante simples.

E depois tem as pessoas que estudam essas leis e discutem. Toda discussão se observada por pessoas que tenham atenção é como uma grande luta.

Quem estiver atento à “luta” perceberá um monte de coisas que podem ou não ter nada a ver com o termo luta. Alguns vão perceber a musculatura se esticando, outros ficarão mais espantados com as expressões corporais de domínio da situação, outros enxergarão a luta como uma dança, e ainda vão ter os que irão comentar sobre os motivos da luta e o que isso gerará.

Ou seja, tem doido pra tudo! Cada um vai ver o que interessa para si e absorver informação para aumentar seus conhecimentos pessoais.

Como exatamente este texto e todos os outros que eu escrevi, em si, pode ser que não sirvam para muita coisa ou quase nada, mas são aquilo que preciso expor para depois ser questionado e questionar a mim mesmo. Vamos ver no que dá.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Adestramento ou Ensinamento

Estava eu, lendo um jornal de uma instituição de cunho religioso/social/político e li um texto sobre o ensinamento dos neófitos (iniciantes). Transcrevo aqui, um trecho:

"À primeira vista o silêncio do Aprendiz poderia parecer um condicionamento e um castigo; na realidade, o silêncio, a meditação e o raciocínio, são a única via que leva à libertação das paixões e dos maus pensamentos. Além de exercitar a autodisciplina, em seu silêncio o Aprendiz apreende com muito maior intensidade tudo o que ouve e tudo o que vê. Na realidade, o Aprendiz dialoga consigo mesmo e, neste diálogo, ele analisa, critica e tira suas próprias conclusões: em suma, pelo silêncio, esta Instituição estimula o Aprendiz a desenvolver, a arte de pensar a verdadeira e nobre Arte Real."


Verifico aqui a ambigüidade da verdade. Não que esteja errado, não, mas ao mesmo tempo isso pode ser visto como uma forma de cegar os iniciantes. Eu disse "também".

Verifiquem só como que, realmente, numa pessoa mais introvertida geralmente se encontra um raciocínio diferenciado dos demais. Isso porque não compartilha as suas opiniões.
Também encontramos a atitude silenciosa nos arquétipo "idoso sábio", que tem uma opinião muito diferente dos demais, mas respeitamos a opinião do idoso porque supomos que sua experiência tenha peneirado a informação que ele nos traz, já o jovem introvertido, supomos somente que ele é um estranho incompreendido.

O jovem pode estar certo, se seguir o conselho acima, pois ele estará fazendo um re-avaliação de seu pensamento a todo o momento.

Agora vou entrar no foco deste post. A obrigação do silêncio ao Aprendiz provavelmente foi criada para que este se controle de seus impulsos juvenis e esperasse a maturidade para perceber que os Superiores estavam certos. Mas isso pode ter se tornado uma ferramenta de condicionamento, pois se você nunca puder perguntar o porquê das coisas, termina aceitando-as como um "assim é que deve ser". Entenderam?

Vou dar um exemplo: Se você pudesse perguntar diretamente à Deus porque existe a morte, ou porque o céu é azul, porque as coisas caem de baixo pra cima, terminaria questionando tudo, mas como somos incapazes de "discutir" diretamente isso com Ele, aceitamos.

Outro exemplo: Você chega na faculdade e recebe um trote (ritual), no começo você não entende, mas é "forçado" a participar da brincadeira e de várias outras sem questionar nada. No início, você não entende nada, mas não reclama. Depois de um tempo, você estará agindo da mesma maneira que os veteranos, sem mesmo perguntar por que o trote, ou se poderia ter alguma outra forma de sociabilização. O ritual existe e deve ser seguido.

Na minha visão, nenhuma instituição quer perder seu fundamento de criação e um bloqueio a iniciantes com pensamentos revolucionários seria um meio de adestrá-los a aceitar as coisas como são, antes que estes possam estar em poder de atuar em nome das mesmas.

E vocês, o que acham?