quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama Vader

Será que vai dar pé ?

O primeiro presidente negro dos EUA. Nossa, eu vivi pra ver isso.
Será que vai ter uma revolução? Pelo menos valeu a pena os 20 e tantos meses de comício dele! Será que vai ser um bom governo? Será que vai contornar a crise econômica? Será que apesar de ser a esperança de um mundo melhor, ele não vai se apresentar uma má pessoa ?


Bem a esperança é a última que morre e assim como eu tive esperança com Lula, o que me desapontou um pouco, mas não totalmente, tenho esperança com OBAMA. Ele não é só a chave, ele é o momento da mudança. Se existe algum momento em que os sofridos do povo americano gastarão suas chances de acreditar em alguém, será nesse cara, será nesse governo.
Todos os outros, mesmo que sejam de outras etnias étnicas, tenham vindo de uma família pobre ou quaisquer minorias que possam ser descritas, não terão a mesma confiança da "MUDANÇA" que este cara tem hoje. Qualquer outra pessoa dessas classes se candidatando, mesmo que queira mudar, será encarado como mais um Obama da vida. Duvida? Pergunte pra alguém se aparecesse algum ex-metalúrgico se candidatando a presidente se teria confiança da mudança.

Se vai dar certo, ninguém sabe. Só sei que não temos muita escolha a não ser esperar pra ver.
No entanto, tenho receio em relação ao Obama quanto à lógica de Darth Vader. Alguém em quem todos acreditaram que ele faria bem, inclusive ele mesmo. Queria tanto fazer o bem, que passou a se utilizar de meios forçados para que o bem imperasse. E aí, levado por forças maiores do que qualquer ser humano, foi induzido que o mal era a única solução.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Porque compramos tanto

Fui comprar um celular. Meu celular ainda faz parte daquela época em quer ter uma única cor azul ou verde era o auge das telecomunicações. A única coisa que eu queria era botar uma música em formato .mid pra tocar no celular quando alguém me ligar, só! Perguntei humildemente aos meus compatriotas sobre celulares de baixo preço e com funções mínimas. Fui atropelado com perguntas sobre quantos pixels eu queria na câmera, quantos jogos eu baixo por semana e se 3G era pouco pra mim. Desde quando o celular ficou um papo tão interessante? Conversam sobre modelos de celular, como quem fala dos modelos de carro ou de filmes. Tantas nuances, detalhes, ... “ah, eu gosto daquele que abre lateralmente” “eu gosto do som do WXY8KLIJZZ2-2937”. Tantos modelos e números que por um momento eu pensei se não era eu que estava errado em não saber de um assunto tão ... interessante.

Claro que comprar alivia o stress, satisfaz o ego e dá um sopro de novidades na rotina, mas foi tamanho que eu quase me senti estranho ao perceber que eu estava fora desse universo telecomunicativo. Não estou fora do processo de comprar-para-preencher-carência-pessoal, quase ninguém está livre disso, os livres geralmente estão recitando mantras no exato momento. O ser humano foi condicionado capitalisticamente para isso. É um grande círculo vicioso, primeiro a mídia mostra alguma coisa ruim, vamos pegar algo fácil ... beleza ! Primeiro temos o problema, todo mundo que ser atraente o mínimo para não ficar para titio ou titia. Daí temos em nossa sociedade verdadeiras(os) deusas(es) gregos, que possuem perfeição física. Então a mídia pega esse estereótipo e diz que você pode ser assim por apenas uma graninha no fim do mês.

Horas, algumas pessoas são bonitas por natureza, outras se esforçaram em exercícios físicos e alimentação melhor, mas as pessoas não entravam em depressão por não serem maravilhosos, aceitava suas imperfeições e continuavam.

Mas se eu posso ser aquilo que eu quero, pagando uma graninha para uma lipo, um xampu de extrato bio-pseudo-vegetal, oras bolas, me dá vende esse elixir da juventude aí!

O caso é que como não podemos comprar as coisas mais caras que iriam nos “satisfazer”, aceitamos pequenos prazeres, um celular é um diminutivo do poder de compra e de satisfação de um carro. Se lançarem agora moda de óculos com hastes de ouro e brilhantes, logo venderão hastes banhadas em ouro e vai virar uma febre, porque queremos provar que podemos, queremos enganar os outros e a nós mesmos que somos capazes, nos distanciando do amor próprio, de sentido da vida, da garra atrás de nossos sonhos. Como não concluímos nossos sonhos, concluímos compras de fim de semana, elas servem como uma copo d´agua pra um dia de calor. Refrescam, mas não resolvem por mais de alguns minutos. E como arrumar a casa envolve uma faxina geral, nos contentamos em passar um pano úmido, retirar a poeira, sentar no sofá e ver TV aos domingos.

E agora que já tomei meu “copo d´agua” pra saciar minha vontade de ser escritor, dá licença que tenho comprar uns livros pra saciar minha vontade de ser intelectual.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A fantastica arte da Hipocrisia ou Passeatas para a Paz: Vida e Morte

Me impressiono. Me impressiono com os protestos de uma nação que não nasceu para isso, não nasceu para protestar. Uma nação pobre, pobre de ideais, de idéias e, acima de tudo, de ação. Nação brasileira das outras mil, iluminada ao sol opaco do novo mundo, que deixa morrer suas crianças para só então sair às ruas, em tentativas vãs de reaver um tipo de paz que só haverá até a sepultura de seus filhos.
Me impressiono com a cara-de-pau dos que bradam tanto quanto seus pulmões permitem frases que seriam melhor ditas se assim não fossem e que põem a cara na televisão, juntam as mãos e fingem acreditar no futuro que pregam. Fingem acreditar em boas pessoas, em boas índoles, em soluções rápidas, quando, na verdade, só esperam sentados até que esta lhes caia em suas cabeças descrentes.
Me impressiona também a facilidade com que os gritos se esvaem, sem eco, ocos, perdidos em uma enxurrada de novidades políticas, humorísticas, tecnológicas. A velocidade que traz à tona um punhado de ideais (utópicos, não sob o ponto de vista da aplicabilidade, mas o da solidariedade) sobre a resolução dos mais diversos problemas, é a mesma que os leva embora. O povo esquece, e isso ele sabe fazer de uma forma que já não me impressiona mais.

* * *

Observação importante: a regra culta NÃO me permite iniciar um parágrafo com o pronome átono "me" (e nenhum outro), mas a licensa poética e a minha cara a tapa resolvem o problema da burocracia.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Wile E. Coyote


Esse desenho é demais. É simples, com várias piadas recorrentes, e, o mais interessante para mim, é que a maioria das pessoas é solidária ao Coiote!
Quem nunca riu vendo o coiote tentar abocanhar um pedaço suculento do galo-corredor, que detone a primeira banana de dinamite.
Hoje (uns dias atrás) eu não fui trabalhar - fiquei doente - e passei a manhã na cama vendo desenho. Passou um episódio em que o Coiote tenta comer o Pernalonga. No início, Wile C. se apresenta ao Perna, dizendo-se um gênio, e que iria comer o coelho. Pedia que se entregasse logo para poupar-lhe tempo heheheh
Foi aí que eu percebi que o Coyote é um engenheiro! huahauha Ele inventa várias manobras, equipamentos, estratégias, para conseguir sua comida. Vocês podem falar que os planos dele nunca dão certo, mas os inventos dele sempre funcionam.
Fiquei imaginando se o autor do desenho não quis fazer uma crítica à sociedade americana. Será que ele queria atacar as grandes empresas de engenharia que comiam os pobres trabalhadores, dominando tudo com sua tecnologia? É, eu posso estar roubando um pouco das idéias do teórico conspiracionista Hovo, mas pode ser, não é?

E o fato do Coiote ser tão simpático? Que sentimento é esse que nos faz sentir pena de uma pessoa má?
Bem, eu não penso que o Coiote seja um cara mau. Ele está tentado se alimentar. Coisa comum na natureza... Além do mais, em alguns casos, acho que os autores abusam um pouco da malandragem e forçam a barra para salvar o Papa-léguas.
Eu continuo gostando do desenho - e acabei de lembrar de mais um de seus méritos: não possui diálogos! -. Comecei a gostar mais ainda depois que eu reparei que o Coiote é um engenheiro nato! haahuaah
Essa é pra você Nadson! Comenta aí pow!

P.S.: Essa pérola de poema eu tenho que compartilhar com vocês. Apenas uma estrofe:

Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar.

Letra popular de banda de música sofredora (ou seria banda sofredora de música? ou ainda banda de música sofrível?)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Pensamento

Toda e qualquer discussão invalida seu propósito quando, e somente quando, perde seu foco e passa a ser um embate inútil de ideais imutáveis.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Toda expressão pessoal é idiota

Toda arte é individual. Isso não é inventado por mim, mas sim profetizado por Oscar Wilde. Toda arte é uma expressão da pessoa sobre como ela enxerga o mundo. É usar as próprias palavras para contar as histórias que seus ouvidos escutam.

Nisso está a dificuldade de interpretação. Se eu vejo um mundo verde, mas o expresso em amarelo, uma pessoa que veja o mundo azul, lerá minha expressão em laranja. Não que isso seja regra, mas as regras de probabilidade mostram que a interpretação será múltipla de uma mesma obra.

Nisso, encontramos em certas obras da literatura, que adaptadas pro cinema não conseguem transmitir certas ênfases que nos identificamos no livro. Aí terminamos dizendo, “Filme ruim pacas! / Nada a ver com o livro!”


É claro que não, o filme veio da visão de um homem, e mesmo que ele procure enxergar a partir de nossos olhos, muito ainda será esquecido ou deixado de lado.

( Minha verdade da última semana: Adaptações de livros para o cinema não deveriam ser feitos por diretores de cinema, e sim por marketeiros políticos! )

Aí nós podemos transmitir nossa visão para a política. Apesar de ser uma área supostamente lógica, existe muito sentimento das necessidades envolvido. Um acredita que é mais importante isso do que aquilo, e outro acha que o aquilo é importante, mas o treaquilo é mais urgente, e um terceiro enxerga que se o quaquilo é vital pois irá se exprimir uma escalar evolutiva geométrica pra inibir o quintaquilo e o isso não tem nada a ver com aquilo.

Nossa democracia é vital para a exposição de todas as expressões de visão, mas invariavelmente tende à anarquia interna se não houver um acordo de interesses.

Ah, acordo de interesses leia-se “corrupção”.

Isso mesmo, corrupção !!! Não no sentido do dicionário, de corrompido, depravado, subornado, condizendo a benefícios ilegais em troca de outros benefícios também desonrosos. Mas no sentido de facilitar os interesses de outrem, em troca de uma facilitação em seus interesses.

Não me julguem, não fiz a história!

A miopia na visão estratégica de um governo pode ser encarada como diferenças nessas interpretações e assim para uma resolução efetiva, que acompanhe com a força do Estado, é necessária a corrupção. Pelo menos para atender cada necessidade de uma vez.

Imagine só. Somos dois políticos. Eu acho que a saúde é mais importante que a educação, e você acha o inverso. Temos um mesmo recurso financeiro, sabemos que dividir em dois deixará os dois investimentos fracos, então existe uma corrupção, te facilito agora na educação e no próximo ano você me apóia na saúde.

Claro que estou representando um lado bom da corrupção, mas esse lado que quero enfatizar. Dizer que os jogos de interesses não são tão sujos como se coloca. Interesses altruístas devo relembrar, não estou defendendo os interesses pessoais.

A solução para definir o governo, a corrupção e a sociedade como bons ou maus?
Nunca tive tais pretensões, o que eu gosto de pôr lenha na fogueira. Alguém joga mais um graveto ??

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O trabalho dignifica o homem

Que bobeira! O que me dignifica é o dinheiro que está entrando na minha conta. Se não fosse pelo dinheiro, acham que eu iria acordar cedo, me estressar, enquanto poderia estar fazendo mil coisas mais divertidas?

Apesar disso, alguns pontos positivos podem ser citados: novas pessoas são encontradas, novas amizades, outra realidade e visão de mundo. Mas daí dizer que se é menos digno porque não se trabalha acho que não tem muito a ver. Aliás, digno de que? Pena? Respeito?

Isso vem com as ações da pessoas, e não apenas com o fato de trabalhar ou não. Afinal, o ladrão sai cedo de casa, marca seu ponto, realiza seu trabalho, complicado e estressante, e volta no final do dia com o "de comer" da família. E aí?
E viva dinheiro na conta!

*Post rápido porque agora o tempo encurtou um pouco. Antes: 12 horas de sono, algumas de faculdade e o resto de bobeira. Agora: 6~7 horas de sono, 6 horas de trabalho, mais algumas horas de faculdade e o restinho tenho que 'estudar' pra sair da faculdade!

sábado, 2 de agosto de 2008

Saiu no Jornal

Este post é mais informativo. Saiu no Jornal O Globo, mais precisamente no Globinho, uma matéria falando da censura das propagandas de Fast-Food. Ler aqui

Ao que parece, as crianças são o principal alvo dos anúncios, que são mais facilmente influenciadas. O Ministério da Saúde alega que por o consumo desses alimentos (Fast-Food) ricos em gorduras, sal e açúcar traz malefícios à saúde das crianças, isso as levaria a uma obesidade infantil ou facilitaria o aparecimento de distúrbios alimentares e mal à saúde.

Ou seja, o que antes era legal de se fazer, atividade normal de grupos de amigos, encontro de amigos, válvula de escape teen para o stress, agora faz mal a saúde e deve ser evitado.

Não posso deixar de ver essa associação com o cigarro, que antes era algo de alto nível, elite, sensual, saudável, sabe? Trazia toda uma aura de ser superior para quem o detinha nos dedos e depois se tornou vício cancerígeno destruidor de vidas, símbolo de intelectuais artísticos, mas ainda assim rejeitado em muitos cantos. Proibido em diversos locais públicos, só falta proibirem em todo espaço público como já existe em certo país oriental.

Toda essa trama já foi apresentada no filme Obrigado por Fumar, apresentando não apenas uma defesa do direito de fumar, mas uma limpeza da atitude míope de colocá-lo como vilão quando existem tantos outros também tão absurdos.

Isso no fim, me leva a questionar, o quanto é verdade as verdades de hoje? Quantas coisas existem hoje em dia, que nos marcam para a morte certa e sofrida e nem somos avisados?
Será que eu tenho em casa uma antiga máquina de tortura usada hoje em dia para aquecer alimentos? Será que tudo que me dizem é verdade, pelo menos até semana que vem?

Enquanto não somos informados das verdades e inverdades publicadas como certezas cunhadas em tábuas divinas, vamos achando graça dos nossos antecessores, rindo como eles eram bobinhos ao acreditar em cada invenção provada hoje pela história como mentira.

E depois serão nossos filhos rindo de nós.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

De como eu passei a odiar festas juninas

Conto-lhes a história, não minha, mas de um amigo meu, com o qual trabalho. Apesar de engraçada, é verdadeira e pode acontecer com você. Conto-lhes como se fosse o próprio sofredor desse martírio que é viver em junho.

Estava eu saindo do trabalho, cansado, fatigado por mais um dia em que deixei meu sangue impregnado em cada pedaço daquele maldito estabelecimento, mas fazer o que?Amor não paga as contas.

Peguei meu Escort 89 Azul Claro
(Foto para ilustração)

e vim para a casa mais cedo. Ao chegar em casa, tomei meu banho quente e reconfortante, fui aproveitar o final do pôr-do-sol tentando não pensar no trabalho de amanhã.

Observei meu carro velho de guerra.

Estava sujo, por dentro e por fora. Até que eu tomo cuidado com sua mecânica, porém não tinha tempo para um cuidado externo.

Subitamente decidi lavar o carro. Já eram 19hs quando puxei a mangueira e liguei as luzes da garagem para cuidar daquele que há tantos anos me acompanha.

Joguei água, passei um pano (estopa) com água e sabão para limpa-lo. Fiz questão de lembrar das rodas e calotas. Depois de lavado e secado, resolvi incrementar, peguei cera para polir o carro. Cuidei muito bem do meu garotão. Quando terminei, encarei-o de frente e fiquei orgulhoso de mim mesmo, por cuidar tão bem do meu bebê. Coisa fofa do papai!

Peguei ainda uma capa, VEJAM SÓ! Uma capa para cobrir o Orgulho da casa! E não era qualquer uma dessas capas de uma camada não, era da mais grossinha.

Fui pra casa, ansiando pelo momento de ir para o trabalho de manhã e passear com meu parceiro. Em casa, vendo TV e ouvindo as festas juninas rolando afora. Quando ouvi um BOOM!!! Alguém estava soltando balão com fogos de artifício. Pensando, percebi que os fogos vão pra cima e não vai cair no meu quintal e meu carro está também protegido pela capa, mesmo o fogo não pegaria naquele tipo de capa com uma faisquinha.

BOOM! Puxa, esse foi mais forte, o balão deve estar passando aqui por perto.


BOOOMM !!! Nossa, esse realmente estorou aqui por perto, foi um barulho violento.


Fui dormir depois de algum tempo. No dia seguinte, acordei esperando aquele momento.

Por essa luz que me ilumina, eu fiquei bolado da porr* quando abri a porta de casa e vi uma porr*da de papel picado no chão! Pensei put* que p*riu, que aconteceu aqui, corri para meu carro, pensei por um momento que estava tudo bem, mas me enganei.

No teto do carro, perto do para brisa, um amassado como um SOCO ! Uma malvina caiu de um balão lata e essa PORR* caiu justamente em cima do meu carro! CARALH*, fiquei muito bolado ! O estourou abriu um buraco na capa do tamanho de um palmo maluco, EU DISSE UM PALMO DE BURACO !

Depois dessa, pra mim chega de festa junina, sempre tem balão nessa porr*! Balão, vai pra casa do CARALH* !!!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A arte de criar

Muitos acreditam que os grandes estudiosos possuem um momento próprio de inspiração, além de alguns amuletos, sais, incensos e demais elementos que possam expandir a mente sem o uso de drogas, ou não.

Bem, infelizmente muitos estão certos! Existem vários casos de músicos, pintores, desenhistas, artistas em geral que criavam maravilhas a base de muito álcool, talco para cheirar e duendes sorridentes. Cada um na sua. E longe de mim.

Quando se necessita criar algo, do nada, deve-se primeiro pesquisar.
Para se criar algo, pesquisar o tema, ler, reler, sentir ou seja, ativar primeiramente todos os sentidos humanos possíveis. É preciso respirar o foco da criação por um tempo, manter fluindo na mente os textos lidos e relidos. Daí vem a mágica. Deixe de lado.

Por mais incrível que pareça, a grande tacada é deixar de lado tudo isso que você gastou horas ou mais estudando. Por um tempo, não pense no tema, pense em outras coisas, distraia-se, viaje ou o melhor, durma.

A partir do momento que você desvia sua atenção para outras coisas, toda a informação retida anteriormente vai para o seu subconsciente. Todo o trabalho de raciocínio será feito pelo seu inconsciente, que conseguirá reorganizar a informação melhor do que se esta for estudada exaustivamente pelo consciente. Se for dormir, melhor ainda, o descanso audiovisual do consciente permitirá que toda a energia seja transmitida para o inconsciente que fluirá muito mais facilmente. Claro que ao acordar, será preciso um pouco mais de tempo para o resultado, mas veja só.

Após o inconsciente reorganizar seu tema, você precisa estimular o consciente, dar atenção à alguma coisa que não seja o tema. A sua mente por si só fará a interligação dos dois níveis de consciência e a solução irá nascer na sua mente.

Parece bom demais pra ser verdade. Mas é verdade. Para assuntos técnicos, ler, estudar observar e praticar; Mecânicos, dobrar os aparelhos, observar de vários ângulos, ver trabalhando; Artísticos, emocionar-se, claro que estudar as técnicas para a produção, mas a inspiração é a emoção.

É uma ótima dica, quando não tiver inspiração para uma coisa, primeiro a respire e depois a esqueça.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Irreversível

Sessão cinema em casa/PC essa semana. Esse filme já estava na minha lista a algum tempo. Depois que eu "arranjei" ele pra ver, ainda o deixei um tempo de lado, até que finalmente me sentei na cadeira e botei pra rodar.

Não lembro o último filme que eu vi que fosse tão pesado (Sabe 8mm, Nicolas Cage? Fraco...).

No começo, breve introdução, um diálogo entre dois homens nojentos. Depois, os primeiros momentos da história: a câmera rodava tanto e o teor das cenas era tão sinistro que eu já estava passando mal. Tudo bem que eu já estava com um pouco de dor de cabeça antes de começar a ver, mas aquilo tudo me fez piorar. Nada nessa cena é de graça.

Era uma cena escura, um homem descendo os andares de um clube gay de terceira categoria, atrás de um homem chamado "Tapeworm"(Lombriga). O nome do clube era "Rectum".

Depois dessa cena, contínua, de câmera girando, depois de uns 10~15 minutos, finalmente o filme termina, com um tiro na nossa cabeça. Depois do choque, percebemos que o filme é contado em ordem cronológica invertida, começando pelas cenas finais. E assim vai, cada cena adiante explicando a cena anterior, até o final do filme.

O que eu achei mais interessante no filme é que ele começa te esmagando psicologicamente e vai abrandando, cenas cada vez mais lentas. No meio do filme, mais uma porrada, em uma cena de 10 minutos sem cortes. Depois, o filme chega a ser bonito.

O filme traz o real e joga na nossa cara. Flerta com a irreversibilidade das nossas ações, do acaso.

Na cena final, a maravilhosa Monica Bellucci está deitada num parque lendo um livro. O clima ameno, dia de sol, crianças correndo, 7ª Sinfonia de Beethoven. Isso tudo faz você esquecer o que aconteceu no começo do filme, ou o que acontece no final daquele dia.

Gostei desse filme, pra mim é um filme que traz esperança. Você nunca sabe o que pode acontecer; o futuro pode apenas ser aguardado. O momento atual deve ser vivido plenamente. Apesar disso, a linha final do filme é “O tempo destrói tudo”. Cada um interprete do seu modo...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Casos de Sala de Aula

Eu havia decidido, prometi e respeitei minha promessa.
Mas é como diz o velho ditado: "Vivendo e aprendendo e quebrando promessas."

Não consigo resistir à minha veia pseudo-cronista de fatos que me acontecem. Conto-lhes agora do caso da quase cola pegado pelo professor, só que o aluno a ser reprovado por cola, foi o único que não colou na prova.

Lá estava eu, saindo apressado do banheiro, com o pensamento fixo : "Não posso me atrasar, não posso me atrasar, não posso me atrasar ..."
Aquela seria última prova de uma série de 7, já estava cansado de tanto texto para ler. Confundia os termos de uma matéria, com os números de outras, com os artigos de uma terceira que invariavelmente me fazia esquecer a primeira.

Será que nos estudos de Pedagogia/Psicologia alguém descobriu (ou pensou errado) que a seqüência de avaliações e testes e trabalhos fazem um estresse mental nos estudantes de tal forma que eles aprendem???? Será que é por isso que fazem com que soframos este período?
Não, deve ser só burocracia para facilitar a burocracia de ensino mesmo. Uma entropia que se ajuda, brilhante!

Ao chegar à sala, avistei meus companheiros de estudo, que poderiam me auxiliar ilicitamente durante a prova, porém antes mesmo de dar 2 passos, o professor aponto para mim e depois para uma cadeira, na frente da sala. Logo a primeira, onde num raio de um metro e meio, não havia ninguém sentado. Pensei em discordar de tal pedido caloroso e risonho (ele sorriu um sorriso muito falso, do tipo que podia ler meu pensamento enquanto o xingava), mas pensei que se recusasse, iria me encontrar em maiores problemas. Aceitei com um sorriso !

Era uma prova que continha números, cálculos, variações, projeções, enfim, tudo que precisava de uma calculadora. Ao pegar a minha percebi que as baterias haviam saído dela e ...




bem parou por aí mesmo, pois foi essa a minha reação ao perceber que eu só tinha a calculadora e não as baterias. O vazio no ar .... e eu já vendo as minhas notas se transformando num único símbolo circular . Com cara-de-pau encarei a prova, com lápis na mão e muita borracha gasta no chão.

Foi quase um momento iluminado quando o professor chegou perto de mim e eu, ao perguntar se poderia pedir uma calculadora emprestada ao meu colega, ele me emprestou a dele mesmo .... mas a iluminação desse momento sublime passou quando eu percebi que ele fez isso para que eu não pudesse ter a chance de colar através da calculadora. Espertinho ...

Com o desenrolar da prova, vi que minha nota se aproximaria do símbolo circular de qualquer maneira. Apenas aos 40 minutos finais, percebi uma chance e fiz as questões à velocidade de um raio, desejando me ver livre dela tão quanto antes.

Foi nesse momento, nesse exato momento, que uma cidadã sai de sua carteira e vai até o professor entregar a prova, e deixa cair o papelzinho da cola, BEM DO MEU LADO!!!! O mais incrível, é que eu estava à esquerda do professor a 1,5 m e essa cidadã deixou a cola cair à minha direita, longe o bastante para que eu pudesse pegar, mesmo com o pé, mas perto o bastante para que incriminasse a mim. Afinal, quem estava perto da cola ???

O que me surpreendeu, foi a cara dela, que olhou pra cola no chão, olhou pra mim, ... olhou pra porta e saiu.

Ainda me olhou pela porta com aquela cara de “... é ... se deu mal”

Estava eu, uma cola que me incriminaria um professor lerdo corrigindo as provas que não viu a cola e um zero na certa; Pela prova ou pela cola. Foi nesse momento, que respirei fundo, olhei pra prova e pensei:

"FUDEU !"

Mas, por um milagre do destino, uma outra menina foi entregar a prova, rezei para que ela percebe-se a mensagem que eu transmitia por telepatia ou inconsciente coletivo, ela que escolha a operadora, mas que perceba a cola e tira-sE DE LÁ !

Após ela entregar, eu fiz presença de corpo para impedir a visão do professor e entreguei cada uma das folhas, pausadamente, olhando para as respostas. Ele estranhou o meu apego à prova, mas nada falou. Entreguei-lhe a calculadora, e quando me virei, esperando pelo pior, FUNCIONOU !

A menina entendeu minha comunicação metal e retirou a cola do chão. Ao encontrar com ela do lado de fora, após rir de mim por ter deixado a cola cair, expliquei a situação ocorrida. Rimos, eu principalmente! Saí de um zero pela cola para um zero pela prova, mas tudo bem, o ruim é a situação de cola.

Hoje, após esse fato, treino minha mente para incitar mulheres a me darem seus telefones, ao cachorro para pegar o jornal e meus amigos para me emprestarem dinheiro.

É incrível o poder que temos nas horas de necessidade.

domingo, 8 de junho de 2008

Política para todos

Eu estava um dia desses sem nada pra fazer, vendo TV, e resolvi parar pra ver a TV Senado. Na ocasião estava sendo discutida a posição do Tribunal de Contas (TC). Um dos envolvidos começou a citar alguns artigos da Constituição. Num dado momento ele falou numa função "judicante" do TC.

Eu parei um momento e fui buscar o significado dessa palavra - judicante. Demorou a me ocorrer que se tratava da função "de julgar". Óbvio, vocês dizem. Concordo. Além dessa palavra, ainda tive que queimar neurônios para acompanhar a idéia contida nos artigos da Constituição citados. Não é fácil.

Nesse post eu quero salientar a dificuldade de se entender o mundo político.

Eu possuo um pouco conhecimento e algum interesse sobre a vida política do nosso país; procuro saber um mínimo do que acontece na esfera governamental.

Mesmo assim, praticamente não entendi nada do que estava sendo discutido naquela sessão.

Acho positiva a idéia dessa TV Senado e TV Câmara. O primeiro problema que eu vejo é que, pelo menos na minha cidade, o canal só é transmitido pela parabólica. Quantas pessoas tem possibilidade de adquirir esse produto?

Essa iniciativa de publicidade perde ainda mais força no momento em que a maioria da população não tem a educação necessária para acompanhar a discussão política.

Eu, que tenho interesse e me esforço para aprender, possuo uma boa base cultural e educacional, não entendo quase nada do que é discutido pelos políticos. Num país com a nossa estrutura educacional é quase inútil transmitirem as sessões das Casas Legislativas na televisão.

Essa situação poderia ser atenuada se os Poderes se esforçassem para disponibilizar seus atos de forma mais clara e acessível para nós, simples cidadãos. A democracia agradeceria.

Thomas Wlassak, nesse artigo, explica bem o princípio de publicidade, com base na Constituição Federal. Vale a pena ler.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Repórteres ou leitores

Estive pensando acerca dos paparazzi e sua busca por informações das celebridades ou de qualquer fato que gere notícia. Se o repórter tem a intenção, e missão de informar, ele deve procurar a informação e gerar comunicação a partir da notícia. Mas sabe-se que o controle da informação inútil poder ser bastante vendável, tipo, quanto a Mulher Melancia calça ? Ao passo, este repórter só faz aquilo que sabe que irá ser comprado pelo consumidor, ele é só uma ferramenta de informação inútil porque é procurado pelas pessoas ou ele tem mais poder e decide que tipo de informação o leitor irá desejar ? Fica pra vocês.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Onde está o EMO?

Onde está o Emo? Tem ouvido falar dele? Onde está NX Zero, Dibob, Simple Plan? Pois é, e alguém achava que esse tipo de música ia durar muito tempo? Todos sabiam que essa vertente do rock era apenas moda e mídia.

Mas por que uma coisa como essas consegue influenciar tantas pessoas? Como ela alcança o mercado de tal forma a transformar tudo em emo?

Acho que isso é coisa de adolescente mesmo. Essa mania de querer inventar, mania de querer ser diferente e novo. Comportamento típico da tenra idade. É, eu já fui adolescente (!), eu sei como é. E o adolescente controla a praça popular. Direta ou indiretamente.

Eu não gostava nem gosto de emocore. Um dos motivos é que conseguiram transformar um movimento de protesto – uma forma divertida de desabafar revolta política –, em choro de criança. O emocore, veia do hardcore, e este artéria do punk, conseguiu acabar com algumas décadas de rebeldia.

Não vejo problema em resmungar as mágoas amorosas e desencantos com a vida. Eu tenho um flanco fraco nesse ponto também. Mas tinha quer usar o punk pra isso? Tudo bem. Os Ramones cantavam desilusões amorosas também, mas não era assim tosco como o Emocore fez.

Outro motivo do meu repúdio ao emocore pode ser a qualidade do que é produzido. O que aconteceu foi que umas 2 ou 3 bandas começaram a fazer um som legal com essa temática emotiva (não cito nomes por não as conhecer) e o resto copiou descaradamente. E tornaram ainda pior a qualidade do que já não era tão bom – eu não acho que o hardcore tenha assim tanta qualidade musical.

E pra mim, o pior: eu não admito um desejo de revolução se o que já está fluente é tão bom. Com isso, quero dizer que já existe coisa boa que foi produzida e está sendo produzida sem necessidade de desmoralizar o rock.

Pra mim o rock é rebeldia em essência: não há problema em falar de amor, mas isso deve ser encarado com resistência e vigor.

Está na hora de citar alguns exemplos. Eu, quando estou numa fase “deprê”, costumo ouvir algumas coisas do tipo The Gathering, Ill Niño, e os clássicos, Cure, Joy Division, Legião Urbana, e muitos outros que sabem se expressar e mantém um certo nível.

Fora do rock, pra mim, é que está o mais interessante. Tirando Roberto Carlos, Fagner e Reginaldo Rossi – clássicos –, sobra o quê? Hum? Toda a bossa nova, é claro!

Olha, pra mim esse é uma das grandes coisas do Brasil: A Bossa Nova. Desde os seus pais, Samba e Jazz, até as novidades eletrônicas. Muito material bom. Abrange do delicado, do amor platônico, da dor de cotovelo até o divertido, o saudável, o galante, cafajeste amor. Além das letras temos, é claro, a técnica, a habilidade musical.

Da bossa nova nem vou citar artistas. É só sortear um nome e se deliciar com o som.

Entendem agora por que o meu descaso com o emocore? Tanta coisa no mundo pra aliviar as mágoas, e precisam ainda inventar moda?

Acho que, enfim, consegui expor meu ponto de vista.

Para quem estiver querendo saber mais sobre música de qualidade, vou deixar esse link que informa bastante sobre a MPB, das antigas. No link, a letra de uma das minhas favoritas: Samba em prelúdio.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Pré-Julgamento do Cigarro

O Cigarro! O inimigo! Acompanhei a mudança do cigarro de companheiro para carrasco. A propagando do cigarro era livre, alegre, bastante convidativa. Tinha apenas uma tela azul com umas letras em branco e uma voz que falava algo que não devia ser muito interessante, senão apareceria em cores mais chamativas.

Durante a política da boa vizinhança do cigarro com o mundo, tudo prosperou. Desde os agricultores, como os transportadores, indústria, empresários, distribuidores e botequins, claro que junto com as doenças, cânceres, crises alérgicas, revoltas, processos e mortes.

Foi tudo bem, enquanto estava bem, quando foi provado, por A mais B e depois comprovado por B mais A que o cigarro era cancerígeno, as coisas começaram a se modificar. A propaganda na TV e rádio demorou, bastante a meu ver, mas foi cortada. Virou, para muitos uma onda, para outros uma política de vida, não apenas endemoniar o cigarro como também o fumante, muitas vezes, já preso ao vício antes mesmo de se dar conta da responsabilidade de seus atos. Alguém aqui já ouviu falar dos cigarros de leite?

Eu penso o seguinte, se é de intenção, de se eliminar o fumo, seria bem simples de proibir a produção do cigarro? Ou aumentar o maço para R$10,00? Sei que isso não é possível, acredito que por uma função econômica. Se existem fazendas e mais fazendas produzindo tabaco, empresas que se sustentam com a produção do cigarro, empresários que são donos de distribuidoras, e mais uma penca de gente que trabalha nesses lugares, imagine só a demissão mundial que iria ocorrer se fosse proibido o cigarro. Concordo com os enormes gastos em saúde por causa dos problemas advindo do cigarro, mas pense só.

Os donos dos negócios, claro que iriam pegar seus investimentos e redefinir sua base de sustentação, mas e o funcionário lá embaixo? Você pode até pensar que é exagero meu, que o funcionário seria re-alocado em outro tipo de empresa, mas estou falando da quantidade de gente no mundo que sobrevive do cigarro. Se quando ocorrem demissões duma indústria, já cria um problema de desempregados em excesso naquela cidade, imagine no mundo? Quanta falta de investimento empresas de transporte normal deixariam de receber porque não poderem mais transportar o cigarro? Levariam todos numa falência seqüencial, uma escala dominó. Quem não recebe não pode pagar.

Supondo isso, penso em tantas outras coisas que deviam ser resolvidas na sociedade em ao invés disso, são sustentadas. As decisões não são fáceis, uma coisa influencia em outra, que influencia numa terceira, numa quarta ...

Não que tudo o que digo seja 100% certo, mas pensando nisso lembro da quantidade absurda de pré-julgamentos que fazemos das situações, da sociedade e das pessoas.

O mp3, por exemplo, sendo um destruidor do respeito aos autores de músicas e tudo mais, mas também existe o fato da diminuição na produção de CD´S, da extração desse material, das distribuidoras e motoristas; Até mesmo a vida de algumas gravadoras está ameaçada, pois a produção independente vem avançando, e sua distribuição totalmente virtual. E além disso as diversas vezes que vemos um comentário de aumento de salários e pulamos felizes, claro, não conseguimos prever direito como isso irá aumentar a inflação !

A nossa percepção não pode ser de apenas um prisma, temos de buscar a outra opinião, ter compaixão ao outro e sua voz. O problema é que isso exige comprometimento e compaixão e ninguém quer ter responsabilidade, nem respeitar o outro.

Vemos aquilo que nos interessa e o resto, é exatamente isso, resto!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Potenciais

"Onde não há potencial, não há movimento".

Acho que a introdução do potencial no estudo da natureza foi uma das sacadas mais interessantes dos cientistas. Não tenho certeza, porém acredito que exista o conceito de potencial em todas as áreas da ciência. Para citar apenas alguns, temos o potencial elétrico, energia potencial elástica, gravitacional. Esses potenciais são vistos perante a ótica de energia, que com certeza é interessantíssima.

Eu vi uma entrevista há pouco tempo. Foi apenas uma pequena parte, mas o homem falava sobre o conceito de potencial na física. Isso me fez pensar sobre o potencial aplicado ao cotidiano.

O potencial é uma forma de dizermos que aquele lugar ou objeto apresenta uma valor diferente daquele que estipulamos para o nosso “nível zero”. Dessa forma, o sistema possui uma certa quantidade disponível em relação a outro sistema. Podemos usar essa quantidade a nosso favor, fazendo o sistema alcançar o nível zero, ou temos que disponibilizar para o sistema uma quantidade para ele sair do nível zero. Dizer isso de maneira informal fica meio estranho mesmo...

Fisicamente, por exemplo, temos a energia potencial gravitacional(U). Suponhamos que você esteja no alto de um prédio com um objeto na mão. Digamos que o nosso “nível zero” seja a rua. Hoje conhecemos uma fórmula para quantificar U, que é U=mgh, onde m é a massa do objeto, g é a aceleração da gravidade(constante nesse caso) e h a altura do prédio em relação à rua. Pronto. O objeto possui um potencial. Se você soltar o objeto, esse potencial vai ser usado para levar o objeto até a rua. Nesse ponto, agora, ele tem potencial zero. Se você quiser levá-lo de volta até o alto do prédio, precisa gastar o potencial dos seus músculos subindo as escadas. Ou, se considerar um buraco abaixo da rua, pode soltar o objeto de novo que ele vai para o fundo do buraco. Modificamos aí nosso nível zero.

Fora da física, eu nunca tinha pensado no potencial. Mas vejo que o nosso movimento, as nossas ações são realizadas porque existe um potencial intrínseco no sistema. Explico: quando vamos trabalhar, apenas o fazemos porque queremos alcançar um determinado nível: ganhar dinheiro, por exemplo. Se esse nível tiver um valor menor que “estudar”, p. ex., iremos então estudar. O potencial do trabalho é usado para nos dar dinheiro nesse caso.

A diferença de potencial é o que nos faz querer sair do lugar, fazer alguma coisa. Quem tem um potencial artístico deve gastá-lo produzindo artes. O potencial nos diz que temos algo sobrando e que podemos usá-lo da melhor maneira que nos convier.

Sem um potencial, não fazemos nada. Acho que, nessa hora, estaremos mortos.

No momento, o meu potencial vai ser usado para ir fazer o jantar. O nível zero? Matar minha fome hehehehehe

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Animais geneticamente modificados

Foi só uma estranha sensação sobre a mudança, além de teorias da conspiração com essas modificações. Modificações genéticas com animais não é novidade, mas lendo esse artigo pensei no seguinte:
Para combater os mosquitos da dengue, a Malásia produz mosquitos geneticamente modificados, que ao gerarem ovos, suas larvas morrerão antes de virarem mais mosquitos.
Ler matéria

Perfeito. Mas fico pensando que, se nós conseguimos ver em nós humanos, modificações físicas e outras anomalias genéticas, e tudo isso pela simples probabilidade. (ou lei de murphy)

Se, sem intervenção científicas, ocorrem anomalias genéticas nos seres vivos, será que esses mosquitos ou outros animais (de difícil controle populacional) como este, não poderiam facilitar para variações cada vez maiores e inesperadas ?

Eu sei que é uma teoria catastrófica, mas existe uma probabilidade das variações genéticas saírem do controle humano, e "avaçarem" em evolução muito a frente do que avançamos em controle desses seres ou os vírus que eles carreguem.

E você, o que acha disso?

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Minhas impressões sobre o livro “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Balfour Stevenson

“Só uma consciência culpada pode ser tão inimiga do descanso”

Poole, O Mordomo

Essa foi, para mim, a frase mais impressionante do livro. Robert Louis Balfour Stevenson foi um cidadão Escocês, que viveu toda vida com uma tuberculose crônica. Como tinha dificuldade de praticar muitas atividades físicas, devido às crises, era acalentado pela babá com várias fábulas pitorescas de aventuras mil. “A Ilha do Tesouro” é de autoria dele.

Primeiro, o protagonista da aventura não é o Dr. Henry Jekyll, como pensei, mas seu amigo de infância Utterson. E o livro não condiz com o senso comum que o Mr. Hyde, versão antagônica seria em tamanho um gorila, percebi que essa modificação foi feita só pra “vender” o filme, mais um sentido do post das mentiras nos filmes. Na verdade, o Mr. Hyde no começo era bem mais baixo e mais franzino que o Dr. Jekyll.

Bem, o livro conta a história do Dr. Jekyll, uma pessoa de moral muito respeitada na Londres, num cenário industrial, com aumento absurdo da população urbana, assim uma diminuição da individualização. Como qualquer pessoa, Jekyll apesar de bom, tinha seus defeitos. Dentre eles estava uma inquietude de cobrança pessoal, por melhora de seus atos. O doutor gostaria de agir de outra forma em relação ao mundo, ser mais severo ele conta, mas não podia por causa de algumas regras sociais.

Assim sendo, ele estudou uma maneira de limpar o seu “eu” nocivo, ou id para nós, e se tornar uma pessoa mais perfeita. Ele então, a partir de experiências de sais conseguiu criar um elixir que iria dissociar o bom do mal. Mas o efeito foi a libertação do mal.

Como ele sempre foi uma pessoa boa, o mal era um ser menor, mais primitivo, franzino, como que mal alimentado. Isso me lembra aquela história do pajé que conta que o entre o cão bom e o cão mal dentro dele, só sobreviverá aquele que ele alimentar. Então, como Jekyll tinha sido bom a vida toda, o Mr. Hyde era um pobre coitado a ser desabado com um tapa só. No entanto, Hyde era livre de todas as presilhas sociais, tinha prazer em causar o sofrimento, em ser egoísta, pelo perigo, pelo mal em si. Daí, nas idas e vindas, o Dr. Jekyll, foi se drogando com o prazer de ter seus mais grotescos desejos saciados pelo Mr. Hyde, pois a consciência, apesar de ser alterada, a memória era única e corrente.

Mr. Hyde cooperava em certos atos para não ter sua morte certa, por isso, ele nascia, fazia as maldades, saciava os desejos de Jekyll e então, refugiava-se no mesmo para não ser encontrado. Mas as maldades foram crescendo e fortalecendo de maneira que Jekyll começou a enojar sua segunda forma por seus atos, pois Mr. Hyde exalava maldade, em seu andar, seu olhar, em sua face e tudo o que fazia.

Mas, as atuações do lado mal permitiram que este ganha-se força, vitalidade, tanto que este mudou de tamanho e força, chegando a tomar forma mesmo quando não se tinha tomado o elixir. Já para voltar a ser Dr. Jekyll, precisava tomar o elixir. Daí Jekyll percebeu que Hyde estava vencendo a briga da existência, e que sua fúria se enaltecia cada vez mais que lhe era combatido e trancafiado, ao ponto de se originar a qualquer sono, cochilo ou descanso do doutor. De forma bastante realista o elixir ia acabando e o doutor percebeu através de novos testes que o sucesso do elixir se devia a uma impureza do sal que lhe foi passado, portanto não conseguiu mais fabricar o elixir. Daí, culminou em um suicídio do Dr. Jekyll, frente aos danos que o Mr. Hyde iria causar.

Enfim, o livro trata de forma bem simples, como um ser humano, querendo se ver livre de seu lado negativo termina o atiçando, mas encontra nele uma fuga para saciar seus desejos malditos de maneira impune. Dessa maneira, o lado mal se fortalece e começa a brigar pelo comando das atitudes, nesse momento o lado normal, se vê desesperado por ter libertado a fera interior e não encontra solução alguma. Vejo que Stevenson fala da briga entre a mente e o desejo, o bem e o mal internos, a luta entre o que aprendemos que é certo e o que queremos fazer. No livro, ele não me apresenta nenhuma solução, apenas o fato de que se tentarmos nos livrar de nosso mal, terminamos a acordá-lo, e se dermos alimento à esse lado, ele ganha força e passa a influenciar em nossos atos. Sócrates diria que o ato de alimentar seria o pecado? Pois se você tem consciência de seu mal e o alimenta, você tem responsabilidade sobre ele.

Pode-se ainda vislumbrar uma visão de Stevenson sobre as drogas, pois permitem o prazer e a liberação de suas vontades enterradas para depois voltar à sobriedade e pensar “hora, eu estava fora de mim, então não tenho de ficar me sentindo culpado”. Pois se não tenho a chama da vela para iluminar meu caminho, tudo o que eu fizer não serei responsável, pois não vejo. Depois as drogas passam a controlar o controlador, tomando-o pelas rédeas a ponto que o original se vê num problema sem solução pois o passado não se reescreve e o fim de seu lado mal, significa o fim de si mesmo. Gostei do livro!

segunda-feira, 24 de março de 2008

O que diria Sócrates?

Após algum tempo sem postar, apresento-me novamente neste recinto a fim de expressar algumas idéias que me ocorrem.
Alguns(poucos...) devem ter percebido uma leve mudança no blog. Resolvemos fortalecer o blog, e para isso estamos a reformular algumas coisas. Talvez isso nos faça dar melhor importância a este espaço, algo que não aconteceu nos últimos tempos.
Dessa forma, vou deixar um pequeno post sobre "casos para o júri".

Essa idéia me veio à mente após ler um conto de Arthur C. Clake, "Alimento dos deuses".
Esse conto me fez lembrar da "Apologia de Sócrates", de Platão. Este último eu não tenho muito o que dizer, já que o li apenas uma vez e não tenho capacidade intelectual de discursar plenamente sobre esse assunto. Apenas o citei pois identifiquei uma relação entre as duas obras, já que ambas se tratam praticamente de um monólogo. Porém os assuntos principais dos textos não possuem uma relação direta entre si.

Assim sendo apresento uma pequena introdução sobre a "Apologia de Sócrates".
"De acordo com Diógenes Laércio, a acusação apresentada contra Sócrates, em janeiro de 399 a.C., foi a que segue: 'A seguinte acusação escreve e jura Meleto, filho de Meleto, do povoado de Piteo, contra Sócrates, filho de Sofronisco, do povoado de Alópece. Sócrates é culpado de não aceitar os deuses que são reconhecidos pelo Estado, de introduzir novos cultos, e, também, é culpado de corromper a juventude. Pena: a morte'". Mundo dos filósofos.

Sobre o conto de Sir Arthur, é outro caso de um homem perante um "tribunal". Este homem, ao contrário de Sócrates, não está defendendo-se, e sim propondo uma acusação contra uma empresa.

"Devo previni-lo, senhor presidente, de que uma boa parte de meus argumentos serão nauseantes ao extremo. Eles envolvem aspectos da natureza humana que muito raramente são discutidos em público, muito menos perante uma comissão do Congresso. Mas receio que sejamos obrigados a enfrentá-los; há ocasiões em que se deve arrancar o véu da hipocrisia, e esta é uma delas."

SPOILER
(para ler o livro, via streaming, em português, clique aqui)("O Alimento dos deuses" é o primeiro conto.)

No futuro os homens não se alimentam mais de carne nem vegetais propriamente ditos; eles sintetizam seus alimentos a partir de carbono, oxigênio, e outros elementos. E o sabor dos alimentos é desta maneira também adicionado; a pesquisa por esses sabores ainda está em andamento.
A disputa pelo "mercado de sabores" é acirrada. O acusador é dono (ou representante) de uma indústria que pesquisa sabores(lula frita, gafanhotos no mel são alguns dos sabores citados hehehe). Ele discorre sobre o histórico carnívoro dos homens(boas risadas nessa parte) e por fim diz que a empresa "Triplanetary Food Corp.", detentora dos direitos sobre os sabores preferidos do momento, o pacote "Ambrosia Plus", está ferindo a humanidade.

Aqui jaz o final do conto: == O FINAL(se ainda quiser ler o conto todo, não leia!) == O homem acusa a empresa de incitar o canibalismo. "Sim, os químicos da Triplanetary realizaram um magnífico trabalho técnico. Agora compete aos senhores julgar das implicações morais e filosóficas. Ao iniciar esta exposição de fatos, empreguei o termo arcaico "carnívoro". Agora devo apresentar-lhes um outro. Vou soletrá-lo, letra por letra: a-n-t-r-o-p-ó-f-a-g-o...

FIM DO SPOILER



Como podem ver, o conto deixa uma pergunta solta, esperando por um resposta definitiva para o comportamento do homem animal.
O que será que Sócrates teria dito à respeito?

"Algum de vós, aqui, poderia talvez se opor a mim: - Mas Sócrates, que é que fazes? De onde nasceram tais calúnias? Se não tivesses te ocupado em coisa alguma diversa das coisas que fazem os outros, na verdade não terias ganho tal fama e não teriam nascido acusações.
Dizes, pois, o que é isso, a fim de que não julguem a esmo."

E aí, alguém vai comentar?
Essa eu quero ver... Difícil hein? Eu deixarei para opinar nos comentários...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

As Mentiras que os Filmes Contam

Após quase 2 meses de silêncio, o blog volta à ativa. Primeiro Post de 2008. Tá certo, não tem muitas desculpas, mas sabe como é, a recessão da economia na virada do ano segura a produção da indústria que não tem nem o que retirar do povo que já gastou o que não tinha na festa de Ano-Novo, Natal, presente pra sogra, pro conjugue, pros filhos, pros tios, pro cachorro, pra cachorra da prima, pro cunhado, além do IPVA, IPTU, dívidas atrasadas, os gastos voluntários e principalmente os involuntários advindos do carnaval e sobrevivência de sua ressaca física e moral, não esquecendo de se atualizar com a previsão do aumento do salário mínimo que vem agora em março e isso nos leva a preocupação com o aumento dos preços do pó de café, da manteiga, do pãozinho francês da padaria do Simpático, com a cerveja do fim de semana, ou o vinho quem sabe, e é claro o milho de pipoca e guaraná (ração básica para sobrevivência nos fins de semana chuvosos), além das promover logo o cumprimento das promessas de fim de ano e ... bem, vocês entenderam né? Uma coisa leva a outra e por aí vai.

Mas, vamos chegar ao sentido do post, explicando quase que unicamente para nossa sempre presente visitante, mais presente que até mesmo alguns membros do blog. Alice, não sei se ainda tens o véu cor-de-rosa sobre os filmes, mas aqui estamos ( pelo menos eu, o Koala e o Marc) para afirmar de pé junto e com a câmera na mão a seguinte verdade:

O sentido do filme vem por último

Calma, contenham as lágrimas caros leitores, se é que posso colocar isso no plural ...

O que tenho a contar é o seguinte. Estava eu, em mais um dos meus momentos criativos sem o uso de drogas, a visão tenebrosa do ócio me assombrava, então fiz o que sempre faço. Arranjo um problema, se não encontrar um bom, eu crio. Assim criei, com a desculpa de fazer alguma coisa, reunir os amigos em torno de um objetivo, ter algo legal pra lembrar deste ano e ainda fazer algum exercício, a idéia de fazermos um filme.

Inicialmente queria fazer um filme básico pra garotos. Perseguição sufocante usando movimentos de Le Parkour, depois um encontro de dois lutadores, umas frases feitas estilo faroeste, uma briga estilo anime japonês e uma morte trágica e só. Não precisava de muito motivo da briga, poderia ser um roubo qualquer ou os dois se olharem e se estranharem, daí simplesmente querer matar um ao outro. O importante era a perseguição e a luta. Depois de conversar com os integrantes do filme, tudo mudou, o filme ganhou cérebro, percepção, noção de motivos, os personagens ficaram mais densos. Ganharam até nome :O !!!!

À medida que queríamos colocar uma coisa ou outra, percebíamos as falhas de roteiro, mas não podíamos mais retirar algumas cenas e passamos a criar motivos que davam suporte a tudo isso. E o mais incrível, esse suporte funcionou, ficou lógico. Dava impressão que a história tinha sido criada para propagar uma liturgia religiosa e um ensinar as pessoas a serem boas e quererem o bem de todos. Ficou bonito no final, bonito mesmo. Não produzimos ainda, mas vamos!

Foi então que percebi, todos esses filmes são uma mentira do caramba. Oras, se eu e um grupo de amigos, nos desvirtuamos do sentido real do filme, com um ou mais papos e querendo expor nossas vontades, o que poderemos supor de produções em que ser receber um cachê bem gordo para fazer um filme. Imaginem a conversa: "Um pouquinho para projetar este astro, outro pouquinho para colocar a música desse cara que está pagando bem, e não esquecer de dar um papel pro sobrinho do ator tal que disse que só grava se o sobrinho dele aparecer. Além de precisarmos falar mal daquele grupo, pois isso tá dando dinheiro, então retira os terroristas e coloca os albinos, eles têm um candidato à presidência e ligar a imagem deles a algo negativo."

Eu acredito que seja assim. Mas mesmo sendo assim, as grandes produções dão voz a muita coisa que queríamos ver. Se nós, um grupo de garotos, conseguimos colocar algo de bom, porque eles não? Mais uma coisa, espero que dessa vez o blog volte a posta regularmente, coopera aí gente !