quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Pensamento

Toda e qualquer discussão invalida seu propósito quando, e somente quando, perde seu foco e passa a ser um embate inútil de ideais imutáveis.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Toda expressão pessoal é idiota

Toda arte é individual. Isso não é inventado por mim, mas sim profetizado por Oscar Wilde. Toda arte é uma expressão da pessoa sobre como ela enxerga o mundo. É usar as próprias palavras para contar as histórias que seus ouvidos escutam.

Nisso está a dificuldade de interpretação. Se eu vejo um mundo verde, mas o expresso em amarelo, uma pessoa que veja o mundo azul, lerá minha expressão em laranja. Não que isso seja regra, mas as regras de probabilidade mostram que a interpretação será múltipla de uma mesma obra.

Nisso, encontramos em certas obras da literatura, que adaptadas pro cinema não conseguem transmitir certas ênfases que nos identificamos no livro. Aí terminamos dizendo, “Filme ruim pacas! / Nada a ver com o livro!”


É claro que não, o filme veio da visão de um homem, e mesmo que ele procure enxergar a partir de nossos olhos, muito ainda será esquecido ou deixado de lado.

( Minha verdade da última semana: Adaptações de livros para o cinema não deveriam ser feitos por diretores de cinema, e sim por marketeiros políticos! )

Aí nós podemos transmitir nossa visão para a política. Apesar de ser uma área supostamente lógica, existe muito sentimento das necessidades envolvido. Um acredita que é mais importante isso do que aquilo, e outro acha que o aquilo é importante, mas o treaquilo é mais urgente, e um terceiro enxerga que se o quaquilo é vital pois irá se exprimir uma escalar evolutiva geométrica pra inibir o quintaquilo e o isso não tem nada a ver com aquilo.

Nossa democracia é vital para a exposição de todas as expressões de visão, mas invariavelmente tende à anarquia interna se não houver um acordo de interesses.

Ah, acordo de interesses leia-se “corrupção”.

Isso mesmo, corrupção !!! Não no sentido do dicionário, de corrompido, depravado, subornado, condizendo a benefícios ilegais em troca de outros benefícios também desonrosos. Mas no sentido de facilitar os interesses de outrem, em troca de uma facilitação em seus interesses.

Não me julguem, não fiz a história!

A miopia na visão estratégica de um governo pode ser encarada como diferenças nessas interpretações e assim para uma resolução efetiva, que acompanhe com a força do Estado, é necessária a corrupção. Pelo menos para atender cada necessidade de uma vez.

Imagine só. Somos dois políticos. Eu acho que a saúde é mais importante que a educação, e você acha o inverso. Temos um mesmo recurso financeiro, sabemos que dividir em dois deixará os dois investimentos fracos, então existe uma corrupção, te facilito agora na educação e no próximo ano você me apóia na saúde.

Claro que estou representando um lado bom da corrupção, mas esse lado que quero enfatizar. Dizer que os jogos de interesses não são tão sujos como se coloca. Interesses altruístas devo relembrar, não estou defendendo os interesses pessoais.

A solução para definir o governo, a corrupção e a sociedade como bons ou maus?
Nunca tive tais pretensões, o que eu gosto de pôr lenha na fogueira. Alguém joga mais um graveto ??

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O trabalho dignifica o homem

Que bobeira! O que me dignifica é o dinheiro que está entrando na minha conta. Se não fosse pelo dinheiro, acham que eu iria acordar cedo, me estressar, enquanto poderia estar fazendo mil coisas mais divertidas?

Apesar disso, alguns pontos positivos podem ser citados: novas pessoas são encontradas, novas amizades, outra realidade e visão de mundo. Mas daí dizer que se é menos digno porque não se trabalha acho que não tem muito a ver. Aliás, digno de que? Pena? Respeito?

Isso vem com as ações da pessoas, e não apenas com o fato de trabalhar ou não. Afinal, o ladrão sai cedo de casa, marca seu ponto, realiza seu trabalho, complicado e estressante, e volta no final do dia com o "de comer" da família. E aí?
E viva dinheiro na conta!

*Post rápido porque agora o tempo encurtou um pouco. Antes: 12 horas de sono, algumas de faculdade e o resto de bobeira. Agora: 6~7 horas de sono, 6 horas de trabalho, mais algumas horas de faculdade e o restinho tenho que 'estudar' pra sair da faculdade!

sábado, 2 de agosto de 2008

Saiu no Jornal

Este post é mais informativo. Saiu no Jornal O Globo, mais precisamente no Globinho, uma matéria falando da censura das propagandas de Fast-Food. Ler aqui

Ao que parece, as crianças são o principal alvo dos anúncios, que são mais facilmente influenciadas. O Ministério da Saúde alega que por o consumo desses alimentos (Fast-Food) ricos em gorduras, sal e açúcar traz malefícios à saúde das crianças, isso as levaria a uma obesidade infantil ou facilitaria o aparecimento de distúrbios alimentares e mal à saúde.

Ou seja, o que antes era legal de se fazer, atividade normal de grupos de amigos, encontro de amigos, válvula de escape teen para o stress, agora faz mal a saúde e deve ser evitado.

Não posso deixar de ver essa associação com o cigarro, que antes era algo de alto nível, elite, sensual, saudável, sabe? Trazia toda uma aura de ser superior para quem o detinha nos dedos e depois se tornou vício cancerígeno destruidor de vidas, símbolo de intelectuais artísticos, mas ainda assim rejeitado em muitos cantos. Proibido em diversos locais públicos, só falta proibirem em todo espaço público como já existe em certo país oriental.

Toda essa trama já foi apresentada no filme Obrigado por Fumar, apresentando não apenas uma defesa do direito de fumar, mas uma limpeza da atitude míope de colocá-lo como vilão quando existem tantos outros também tão absurdos.

Isso no fim, me leva a questionar, o quanto é verdade as verdades de hoje? Quantas coisas existem hoje em dia, que nos marcam para a morte certa e sofrida e nem somos avisados?
Será que eu tenho em casa uma antiga máquina de tortura usada hoje em dia para aquecer alimentos? Será que tudo que me dizem é verdade, pelo menos até semana que vem?

Enquanto não somos informados das verdades e inverdades publicadas como certezas cunhadas em tábuas divinas, vamos achando graça dos nossos antecessores, rindo como eles eram bobinhos ao acreditar em cada invenção provada hoje pela história como mentira.

E depois serão nossos filhos rindo de nós.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

De como eu passei a odiar festas juninas

Conto-lhes a história, não minha, mas de um amigo meu, com o qual trabalho. Apesar de engraçada, é verdadeira e pode acontecer com você. Conto-lhes como se fosse o próprio sofredor desse martírio que é viver em junho.

Estava eu saindo do trabalho, cansado, fatigado por mais um dia em que deixei meu sangue impregnado em cada pedaço daquele maldito estabelecimento, mas fazer o que?Amor não paga as contas.

Peguei meu Escort 89 Azul Claro
(Foto para ilustração)

e vim para a casa mais cedo. Ao chegar em casa, tomei meu banho quente e reconfortante, fui aproveitar o final do pôr-do-sol tentando não pensar no trabalho de amanhã.

Observei meu carro velho de guerra.

Estava sujo, por dentro e por fora. Até que eu tomo cuidado com sua mecânica, porém não tinha tempo para um cuidado externo.

Subitamente decidi lavar o carro. Já eram 19hs quando puxei a mangueira e liguei as luzes da garagem para cuidar daquele que há tantos anos me acompanha.

Joguei água, passei um pano (estopa) com água e sabão para limpa-lo. Fiz questão de lembrar das rodas e calotas. Depois de lavado e secado, resolvi incrementar, peguei cera para polir o carro. Cuidei muito bem do meu garotão. Quando terminei, encarei-o de frente e fiquei orgulhoso de mim mesmo, por cuidar tão bem do meu bebê. Coisa fofa do papai!

Peguei ainda uma capa, VEJAM SÓ! Uma capa para cobrir o Orgulho da casa! E não era qualquer uma dessas capas de uma camada não, era da mais grossinha.

Fui pra casa, ansiando pelo momento de ir para o trabalho de manhã e passear com meu parceiro. Em casa, vendo TV e ouvindo as festas juninas rolando afora. Quando ouvi um BOOM!!! Alguém estava soltando balão com fogos de artifício. Pensando, percebi que os fogos vão pra cima e não vai cair no meu quintal e meu carro está também protegido pela capa, mesmo o fogo não pegaria naquele tipo de capa com uma faisquinha.

BOOM! Puxa, esse foi mais forte, o balão deve estar passando aqui por perto.


BOOOMM !!! Nossa, esse realmente estorou aqui por perto, foi um barulho violento.


Fui dormir depois de algum tempo. No dia seguinte, acordei esperando aquele momento.

Por essa luz que me ilumina, eu fiquei bolado da porr* quando abri a porta de casa e vi uma porr*da de papel picado no chão! Pensei put* que p*riu, que aconteceu aqui, corri para meu carro, pensei por um momento que estava tudo bem, mas me enganei.

No teto do carro, perto do para brisa, um amassado como um SOCO ! Uma malvina caiu de um balão lata e essa PORR* caiu justamente em cima do meu carro! CARALH*, fiquei muito bolado ! O estourou abriu um buraco na capa do tamanho de um palmo maluco, EU DISSE UM PALMO DE BURACO !

Depois dessa, pra mim chega de festa junina, sempre tem balão nessa porr*! Balão, vai pra casa do CARALH* !!!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A arte de criar

Muitos acreditam que os grandes estudiosos possuem um momento próprio de inspiração, além de alguns amuletos, sais, incensos e demais elementos que possam expandir a mente sem o uso de drogas, ou não.

Bem, infelizmente muitos estão certos! Existem vários casos de músicos, pintores, desenhistas, artistas em geral que criavam maravilhas a base de muito álcool, talco para cheirar e duendes sorridentes. Cada um na sua. E longe de mim.

Quando se necessita criar algo, do nada, deve-se primeiro pesquisar.
Para se criar algo, pesquisar o tema, ler, reler, sentir ou seja, ativar primeiramente todos os sentidos humanos possíveis. É preciso respirar o foco da criação por um tempo, manter fluindo na mente os textos lidos e relidos. Daí vem a mágica. Deixe de lado.

Por mais incrível que pareça, a grande tacada é deixar de lado tudo isso que você gastou horas ou mais estudando. Por um tempo, não pense no tema, pense em outras coisas, distraia-se, viaje ou o melhor, durma.

A partir do momento que você desvia sua atenção para outras coisas, toda a informação retida anteriormente vai para o seu subconsciente. Todo o trabalho de raciocínio será feito pelo seu inconsciente, que conseguirá reorganizar a informação melhor do que se esta for estudada exaustivamente pelo consciente. Se for dormir, melhor ainda, o descanso audiovisual do consciente permitirá que toda a energia seja transmitida para o inconsciente que fluirá muito mais facilmente. Claro que ao acordar, será preciso um pouco mais de tempo para o resultado, mas veja só.

Após o inconsciente reorganizar seu tema, você precisa estimular o consciente, dar atenção à alguma coisa que não seja o tema. A sua mente por si só fará a interligação dos dois níveis de consciência e a solução irá nascer na sua mente.

Parece bom demais pra ser verdade. Mas é verdade. Para assuntos técnicos, ler, estudar observar e praticar; Mecânicos, dobrar os aparelhos, observar de vários ângulos, ver trabalhando; Artísticos, emocionar-se, claro que estudar as técnicas para a produção, mas a inspiração é a emoção.

É uma ótima dica, quando não tiver inspiração para uma coisa, primeiro a respire e depois a esqueça.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Irreversível

Sessão cinema em casa/PC essa semana. Esse filme já estava na minha lista a algum tempo. Depois que eu "arranjei" ele pra ver, ainda o deixei um tempo de lado, até que finalmente me sentei na cadeira e botei pra rodar.

Não lembro o último filme que eu vi que fosse tão pesado (Sabe 8mm, Nicolas Cage? Fraco...).

No começo, breve introdução, um diálogo entre dois homens nojentos. Depois, os primeiros momentos da história: a câmera rodava tanto e o teor das cenas era tão sinistro que eu já estava passando mal. Tudo bem que eu já estava com um pouco de dor de cabeça antes de começar a ver, mas aquilo tudo me fez piorar. Nada nessa cena é de graça.

Era uma cena escura, um homem descendo os andares de um clube gay de terceira categoria, atrás de um homem chamado "Tapeworm"(Lombriga). O nome do clube era "Rectum".

Depois dessa cena, contínua, de câmera girando, depois de uns 10~15 minutos, finalmente o filme termina, com um tiro na nossa cabeça. Depois do choque, percebemos que o filme é contado em ordem cronológica invertida, começando pelas cenas finais. E assim vai, cada cena adiante explicando a cena anterior, até o final do filme.

O que eu achei mais interessante no filme é que ele começa te esmagando psicologicamente e vai abrandando, cenas cada vez mais lentas. No meio do filme, mais uma porrada, em uma cena de 10 minutos sem cortes. Depois, o filme chega a ser bonito.

O filme traz o real e joga na nossa cara. Flerta com a irreversibilidade das nossas ações, do acaso.

Na cena final, a maravilhosa Monica Bellucci está deitada num parque lendo um livro. O clima ameno, dia de sol, crianças correndo, 7ª Sinfonia de Beethoven. Isso tudo faz você esquecer o que aconteceu no começo do filme, ou o que acontece no final daquele dia.

Gostei desse filme, pra mim é um filme que traz esperança. Você nunca sabe o que pode acontecer; o futuro pode apenas ser aguardado. O momento atual deve ser vivido plenamente. Apesar disso, a linha final do filme é “O tempo destrói tudo”. Cada um interprete do seu modo...